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Fidelizar
é preciso
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Por: Aurélio Lopes, presidente da Datamidia,FCBi
À parte
as expectativas com relação ao novo governo, o ano de 2003 será
de trabalho muito duro. No caso da propaganda, 2003, em termos de verbas, deverá,
com sorte, superar 2002, um ano que já foi bastante difícil para
o setor de um modo geral. Nesse contexto, a máxima que caracteriza qualquer
cliente, "fazer mais com menos", estará em voga como nunca.
E o marketing de relacionamento, com suas ações para reconhecer
e encantar o cliente, num trabalho com foco quase sempre cirúrgico, surge
como ferramenta indispensável quando as verbas estão "enxutas"
e a cobrança por resultados imediatos ainda maior.
Vinte dos principais anunciantes do país elegeram a fidelização
de clientes como principal objetivo de sua comunicação para este
ano, segundo pesquisa realizada em dezembro passado. A fidelização
superou mesmo o aumento de vendas/participação de mercado - 40%
contra 35%.
É fácil entender o motivo. Manter o consumidor/cliente fiel a
uma marca/produto custa até 10 vezes menos do que conquistar um novo.
E tem a vantagem adicional de evitar uma guerra da qual sempre se sai ferido,
mesmo que a ganhe: a guerra dos preços para se manter ou conquistar o
cliente.
A fidelização, a principal marca de um programa de relacionamento,
é a palavra do momento. É hora de as empresas, com uma consultoria
especializada, aprofundarem o conhecimento e estreitarem seu relacionamento
com o cliente. O discurso de que "você é muito especial para
nós" precisa ser sentido na prática pelo consumidor - e não
se restringir ao lugar-comum das tantas malas-diretas que nos chegam semanalmente.
Empresa/produto e cliente/consumidor estabelecem uma relação que,
como tal, precisa de cuidado, carinho até. Com o devido respeito ao Poeta,
fidelizar é preciso, a menos que se queira entrar - para gastar - no
leilão do consumidor/cliente sempre insatisfeito, logo, infiel, ausente.
Alguém terá cacife suficiente para fazê-lo voltar?
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