Classes C e D foram alvo do Fórum Emergencial de Mkt

Fonte: VOX NEWS

Com as classes C e D previstas de se beneficiarem mais que outras classes na administração do Presidente Lula, os publicitários e promotores vão ter que abrir o foco deles para um mercado que eles conhecem pouco. Este foi um dos assuntos mais discutido no Fórum que aconteceu na semana passada, dia 13, em São Paulo.

O 1º Fórum Emergencial de Marketing e Comunicação reuniu grandes nomes da economia, marketing, propaganda e promoção para discutir como se preparar rapidamente para operar com eficácia nos novos cenários da economia de mercado brasileiro.

O organizador, Rafael Sampaio, presidente da ABA, Associação Brasileira de Anunciantes, contou que foi muito difícil conseguir participantes para o fórum. A maioria das pessoas na indústria não sabe as respostas, mas querem saber. Os que tiveram a coragem de se expor num tópico tão difícil foram Mauro Multedo (McDonald’s), Maria Inês Murad (Unilever), Osvaldo Barbosa de Oliveira (MSN), Carlos Tilkian (Estrela) e Martinho Paiva Moreira (APAS – Associação Paulista de Supermercados). Os publicitários que participaram foram Sérgio Amado (Ogilvy), Luiz Lara (Lew/Lara) e Julio Anguita (Sight.Momentum). Participando como moderadores foram Paulo Saad (TV e Rádio Band), Percival Maricato (PNBE – Pensamento Nacional das Bases Empresarias) e Rafael Sampaio (ABA).

Luiz Lara reclamou que os publicitários não conhecem como vivem as classes C e D e para publicidade continua eficaz, eles vão ter que aprender rápido. Declarou que, diferente dos anos 70 e 80, quando havia compradores em um mercado fechado; agora muitos consumidores são inteligentes e sabem fazer escolhas. A empresa tem que misturar a imagem da marca com a experiência da marca para ter sucesso. “Temos que para de fazer marketing de release e criar falsa expectativas no mercado,” ele explicou.

Martinho Moreira da APAS confirmou, “os publicitários não falam com a gente.” Ele culpou tanto as agências quanto as empresas de produtos de consumo para não ter conhecimento da realidade do consumidor da classe C e D. O varejista conhece, porque passa o dia-a-dia com seus clientes.

Carlos Tilkian confirmou que sua empresa, Estrela, está olhando o consumidor das classes C e D. Eles têm planos para desenvolver linhas de produtos que vão ser mais acessíveis para essas classes.

“Não podemos ter marketing e comunicações do padrão da Europa e dos Estados Unidos num mercado como Brasil que é uma economia de baixa renda,” lembrou Carlos Tilkian.