ABEMD apóia posição de Lula em relação ao aumento das tarifas telefônicas

O presidente da ABEMD, Efraim Kapulski, encaminhou na noite do último dia 26, telegrama ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressando sua solidariedade com a postura presidencial favorável a que o aumento das tarifas telefônicas atenda aos interesses públicos e seja coerente com a política econômica em vigor. A recomendação de Lula à Anatel foi revelada em nota divulgada pelo ministro das Comunicações, Miro Teixeira.

No entender do presidente da ABEMD, o aumento tem impacto direto no setor de telemarketing, que atualmente é o que mais emprega na área de serviços. Calcula-se que o conjunto de empresas desse segmento absorva hoje aproximadamente 500 mil profissionais. Não se trata de desconsiderar o que foi estabelecido no contrato de privatização, mas de levar em conta todas as conseqüências decorrentes do reajuste, inclusive para o setor de telemarketing.

Para Efraim Kapulski, se as tarifas telefônicas forem suportáveis para o setor, os benefícios serão gerais: as empresas de telemarketing continuarão empregando e o volume de ligações prosseguirá sendo expressivo, o que também é do interesse das operadoras. O presidente da ABEMD solicitou audiência ao ministro Miro Teixeira, para alertá-lo em relação ao impacto que esse aumento poderá produzir no setor de telemarketing.

Telegrama

Leia a íntegra do telegrama enviado ao presidente da República:

“Excelentíssimo Sr. Presidente da República Federativa do Brasil

Luiz Inácio Lula da Silva

Em nome da Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD), gostaria de parabenizá-lo e me solidarizar pela iniciativa de V. Excia. de interferir para que o aumento das tarifas telefônicas atenda aos interesses públicos e seja coerente com a política econômica em vigor. Vale destacar que o aumento das tarifas telefônicas tem impacto direto sobre os custos operacionais das empresas de Telemarketing, que se constituem hoje no setor que mais empregos oferece no segmento dos serviços, empregando aproximadamente 500 mil trabalhadores brasileiros.

Conte com nosso apoio e admiração por essa recomendação.

Atenciosamente,

Efraim Kapulski

Presidente da ABEMD”