Estudo de emails confirma os sete graus de separação

Fonte: Optin News

USA - Recentemente o site NewScientist.com publicou um artigo a respeito de uma pesquisa realizada com emails da autoria de Duncan Watts e colegas da Columbia University de Nova York.

O objetivo da pesquisa era testar a teoria dos "seis graus de separação" aplicada aos emails, isto é, que todas as pessoas no mundo podem ser conectadas por meio de apenas seis conexões sociais.

Mais de 60.000 pessoas em 166 países participaram do experimento. Designou-se a cada participante uma dentre 18 pessoas-alvo e pediu-se a cada um deles para contactar a pessoa-alvo enviando um email a pessoas que eles já conhecessem e que acreditassem estarem "mais próximas" ao alvo. As pessoas-alvo foram escolhidas aleatoriamente e incluíam um professor americano, um policial australiano e um veterinário da Noruega.

Os pesquisadores descobriram que na maioria dos casos foram necessários entre cinco e sete emails para atingir o alvo. Watts afirma que isto demonstra que o email não trouxe mudanças fundamentais na forma como as conexões sociais são criadas.

"Neste experimento, a internet é simplesmente a ferramenta que usamos para transmitir mensagens", disse Watts ao NewScientist em um email. "Comparado com interações offline como trabalho, escola, família e comunidade, não vejo o email como sendo um meio particularmente importante para a geração de conexões sociais".

O conceito de seis graus de separação surgiu de um experimento semelhante realizado por via postal pelo sociólogo Stanley Milgram em 1967. Milgram pediu que voluntários enviassem um pacote pelo correio a uma de cem pessoas escolhidas ao acaso.

No estudo por email, os participantes também foram instruídos a enviar uma mensagem aos pesquisadores explicando quem escolheram para reenviar sua mensagem e por quê. Isso revelaria que tipos de conexão social estaria mais propensa a auxiliar para que a mensagem atingisse o alvo.

Os pesquisadores observaram algumas relações exclusivamente da internet, mas estas somaram apenas 6% do total. as ligaçnoes mais bem-sucedidas de longe foram as ligações de trabalho. Outra descoberta do estudo foi que as mensagens tinham maior chance de chegar ao destinatário final se fossem inicialmente enviadas a alguém do mesmo sexo que o alvo.