Ataques às listas anti-spam e a guerra ao telemarketing continuam

Fonte: Reuters, msn, mktdireto

USA - Mais três sites que abrigam listas negras anti-spam foram derrubados por ataques maciços de dados na guerra entre os spammers e os grupos defensores da privacidade online.

Diversos estados americanos estão adotando leis severas restringindo o spam eletrônico. Na última terça-feira a Califórnia sancionou o que se coinsidera a lei anti-spam mais severa do país. Por meio dela, cidadãos podem exigir indenizações de até US$1.000 por email não-solicitado e até US$1 milhão por campanha. Uma lei federal um pouco menos severa está em fase final de tramitação.

Enquanto a briga se intensifica, dois juízes federais americanos proferiram sentenças que favorecem os spammers na questão do telemarketing abusivo, na medida em que questionam a legalidade de o FTC – a Comissão Federal de Comércio – estar à frente da luta contra os abusos. Outra alegação a favor dos spammers adotada pelos juízes em suas sentenças é a liberdade de expressão.

Com mais de 50 milhões de assinantes enfurecidos com os abusos das chamadas comerciais não-solicitadas e com o apoio de alguns deputados e senadores autores de leis estaduais e propositores de leis federais de restrição ao telemarketing a briga deve continuar.

A colunista Liz Pulliam Weston, do site de notícias da msn/Microsoft, resolveu encabeçar uma cruzada pela manutenção da lista anti telemarketing e do trabalho do FTC à frente do esforço. Em um país onde a democracia realmente funciona, ela fez uma conclamação nacional para que os eleitores insistam com seus representantes para manter a pressão anti-spam.

Diversos outros países têm promulgado leis restringindo o spam eletrônico, mas pouco tem sido feito com respeito ao telemarketing abusivo. A utilização ética dessa ferramenta tão útil seria a forma ideal de mantê-la no arsenal do marketing direto. A coibição dos abusos ajudaria a diminuir o estresse dos clientes.