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Central de Outdoor apresenta pesquisa sobre mídia exterior
Fonte: ADNews
A Central de Outdoor, entidade que representa 1.321 empresas do meio outdoor no Brasil, reuniu a imprensa nesta manhã, no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo. O encontro foi para apresentar o resultado de pesquisa realizada pelo IBOPE em ação contrária ao projeto "Cidade Limpa", encabeçado pelo prefeito da capital Gilberto Kassab. A lei, em tramitação na Câmara Municipal, propõe eliminar boa parte das peças de propaganda exterior, como principal alvo, os outdoors. Para tal, 602 pessoas foram entrevistadas. A intenção é saber a real opinião da sociedade com relação a poluição visual e a expectativa da entidade é buscar regulamentação e fiscalização das atividades do setor, por meio de estatísticas comprovadas, ao invés de hipóteses infundadas.
O resultado apontou que o termo poluição visual não está entre as prioridades a serem solucionadas pela prefeitura de acordo com a opinião dos paulistanos. De uma lista composta por 23 itens, para 22% o principal problema é a falta de policiamento. O desemprego vem logo a seguir, com 21%. A violência foi lembrada em terceiro lugar com 10%, seguida de transporte urbano, 6%, e trânsito ruim com 5%. A poluição visual aparece apenas em sexto lugar, com 4%. Ainda na situação, a pesquisa revelou que para a maioria dos entrevistados, a prefeitura tem a responsabilidade de fiscalizar eventuais infratores, embasada na legislação já existente, ao invés da criação de uma nova lei para esse fim. A população não eximiu-se de culpa no tema abordado e 32% das pessoas disseram se incomodar mais com a pichação, contra 18% a favor de cartazes em postos e muros. Incidência de placas, lixos jogados na rua, faixas e outdoors completam, em menor escala, os agravantes.
Para o presidente da Central de Outdoor, Raul Nogueira Filho, "a proibição é arbitrária". Nogueira alerta que a questão é complexa e que essa mudança necessita de planejamento. "Não se pode fazer uma transformação de tal envergadura da noite para o dia. O assunto interfere por demais na vida de muitas pessoas, além do contexto econômico e do mercado de publicidade e propaganda". Considerou ainda que há situações em que medidas são toleráveis, como por exemplo a preservação do Centro Histórico de São Paulo, onde anúncios são proibidos, mas criticou a generalização. "O Centro já é preservado por lei, mas é um absurdo estender o projeto para o todo o resto. Temos que olhar com muita calma", resume Nogueira.
A entidade disse já ter enviado o projeto à Câmara e aguarda resposta do prefeito sobre a proposta.
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