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iPhone será um sucesso?
Fonte: ADNEWS
Dois dos principais rumores da Apple se fundiram no iPhone, lançado na MacWorld, no dia 9 de janeiro. Há meses os fãs e analistas falavam em um iPod com tela widescreen que cobriria toda a superfície do aparelho e em um celular . O iPhone já cai como uma bomba no mercado de telefonia celular. Se o aparelho funciona como demonstrado, conseguiu realizar o que empresas como Nokia e Sony Ericsson não fizeram - colocar uma interface intuitiva e, principalmente, sem latência. Quem tem celulares com alguns recursos ou smartphones sabe que há uma espera desagradável entre a ativação das funções. Quanto mais complexas, pior. O iPhone rodou fluido, como um laptop de última geração. Steve Jobs fez questão de testar a multitarefa do aparelho, enviando uma foto por e-mail enquanto mantinha a ligação por voz com o gerente de Marketing, Phil Schiller. Tudo aconteceu sem problemas e sem espera.
Como o verdadeiro iPod Vídeo, o iPhone também brilha. Vai ser difícil para a Apple manter a família atual de tocadores com suporte a vídeo depois do lançamento do celular. Mesmo custando a metade e com muito mais espaço de armazenamento, a tela dos iPods atuais ficou bem menor depois da apresentação do iPhone. Não vou me surpreender se a Apple atualizar os MP3 players com uma versão widescreen, abandonando a famosa click wheel.
Para o acesso à internet, o navegador baseado no Safari faz mais que os melhores browsers dos smartphones atuais, Opera e Nokia. Eles também apresentam a página inteira, adaptada para as telas menores, mas não permitem aproximar com os dois toques no visor até que o texto seja lido. O processo é, mais uma vez, prejudicado pela interface deficiente.
Na MacWorld, Jobs comparou o aparelho com quatro smartphones - Moto Q, Blackberry, Treo e Nokia E62 - demonstrando que o iPhone serve para a diversão e trabalho. Falta explicar se o OS X embarcado, responsável pela magia da interface, receberá programas criados por empresas independentes e programadores amadores. Nos quatro aparelhos citados é possível instalar software de terceiros e mudar o visual da interface, que os customizam para o uso profissional ou lazer.
A Apple adotará a Cingular com exclusividade para o lançamento americano e durante os próximos anos. Com essa posição, a operadora subsidia parte do valor do celular, mas exige que o usuário mantenha um contrato de pelo menos dois anos.
A vantagem da operadora sobre as rivais vem com muito dinheiro e com certeza com condições ainda desconhecidas. O acordo pode incluir, por exemplo, a exigência de que o iPhone rode apenas programas vendidos pela Cingular, de forma segura, como a Vivo faz no Brasil em seus aparelhos CDMA . E provavelmente impedirá que a Apple comercialize o telefone desbloqueado, para uso de SIM cards de qualquer empresa.
De certo há os widgets, semelhantes aos do Dashboard do OS X. Os programinhas simples demonstrados mostram as condições do tempo e o mercado de ações. Mas não são softwares complexos e a Apple não revelou se lançará outros e como será esse processo.
A liberdade de programação e uso do iPhone determinará o impacto no mercado. Interface, formato e o iPod já o fazem vencedor, mas com a base de softwares para compra ou download livre fará do aparelho um modelo para o futuro da telefonia celular.
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