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Varejo: o
certo e o errado no atendimento ao consumidor II
Por: Débora
Martins
Será que é tão difícil assim atender bem ao
consumidor?
Com tanta dificuldade para prestar serviços de qualidade, surge
esta questão como ponto central de uma discussão, que com
certeza renderia horas, mas que, no entanto chegaria a uma única
conclusão: O comércio varejista precisa aprender a atender.
No artigo anterior tratamos de discutir alguns pontos que considero importante,
como: a primeira impressão que o vendedor deve causar ao consumidor;
a disponibilidade de atendimento; o direto do consumidor em obter informações
e, sobretudo a (crítica) questão do pacote.
Porém o assunto requer um maior aprofundamento no que diz respeito
à própria cultura do comércio varejista no Brasil.
Portanto, mais uma vez, veja o certo e o errado no atendimento ao consumidor
e confira como é fácil, mudar o que está errado,
e conseqüentemente aumentar a suas vendas em qualquer época
do ano.
1) Herança – Filhos que assumem o comércio
dos pais
Certo: Atender o consumidor de forma empreendedora, criando laços
de fidelização.
Imagem transmitida: O dono da loja gosta do que faz e quer estabelecer
um relacionamento com o consumidor (freguês - o que compra habitualmente).
Errado: Assumir um papel de “Mauricinho ou Patrícinha”.
Que geralmente fica no caixa com uma postura arrogante. Nada mais que
um precoce dono de negócio.
Imagem transmitida: O consumidor sente que o ambiente é hostil
e que a loja não precisa dele como cliente.
2)Valores organizacionais
Certo: Independente do tamanho da loja os valores e a cultura organizacional
devem existir. As pessoas precisam ter uma referência mínima
de conduta ética para que suas ações sejam condizentes
com a imagem que a loja pretende transmitir no mercado.
Imagem transmitida: O consumidor sente que o funcionário conhece
e respeita a empresa em que trabalha. Sendo assim sabe que receberá
um atendimento a altura de suas expectativas.
Errado: Cada funcionário se comportar de maneira individual. Vestidos
de qualquer maneira (sem obedecer a um padrão ou fazer uso de um
uniforme). Ou ainda, pessoas falando gírias, mascando chiclete
e se debruçando sobre os balcões da loja.
3) Seleção de pessoal
Certo: Ao contratar pessoas para trabalharem como vendedores o lojista
não precisa ter qualquer conhecimento em Recursos Humanos. Basta
fazer a seguinte pergunta: Você gosta de se relacionar com pessoas?
Colocar a pessoa certa no lugar certo é o que garante o sucesso
no seu atendimento.
Imagem transmitida: O consumidor percebe quando um funcionário
está insatisfeito, pois seu tom de voz e sua postura irão
denunciá-lo.
Errado: Contratar pessoas por aparência, não levando em conta
a necessidade de itens como persuasão e argumentação,
características fundamentais de um bom vendedor.
Imagem transmitida: O consumidor sente que está falando com um
“enfeite”, pessoa-objeto, que não será capaz
de localizar o tamanho ou cor solicitada.
Organize-se e cause inveja ao lojista ao lado.
A autocrítica
é uma ferramenta poderosa e muito útil para transformar
o seu negócio.
E lembre-se de nunca subestima o boca a boca.
Débora
Martins
é consultora da Atender Bem Consultoria e Treinamento (http://www.atenderbem.com.br),
aonde desde 1990, vem se especializando no gerenciamento das relações
entre empresas e clientes.
É jornalista, autora de diversos artigos sobre atendimento, motivação,
liderança, e sobre o setor de Call Center.
E-mail: deboramartins@deboramartins.com.br
Website: http://www.deboramartins.com.br
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