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Nissan interrompe
campanha por suspeita de Antraz
Quando a montadora Nissan da América do Norte anunciou sua
campanha para o novo modelo do Altima 2002, no mês passado,
Peter Goodwin, atual gerente de marketing e comunicações da
empresa disse, "não estamos economizando esforços para
esta campanha, e estamos vindo mais agressivos do que
nunca."
Porém a Nissan acaba de cancelar o envio das 62.000 peças de
mala direta restantes após receber algumas reclamações
dos 255.000 consumidores e prospects que receberam a
comunicação e estariam preocupados com a possibilidade da
presença da Bactéria Antraz em suas correspondências.
A confusão veio de duas peças que
a Nissan desenvolveu para posicionar o Altima como "A cura
para o carro comum."
A primeira peça, enviada para 200.000 proprietários de
automóveis da marca Nissan, lembrava uma bolsa similar às
usadas por farmácias e incluía um frasco de prescrição
médica com um pôster descrevendo o novo Altima V6.
"Usado diariamente, o Altima é importante para uma
saudável experiência ao volante," dizia o texto. "Se
você tem carteira de motorista e tem pouco ou nenhum desejo de
dançar Macarena em público, você então é forte candidato
para dirigir um Altima."
A outra peça, enviada para 55.000 prospects, era um frasco de prescrição médica maior contendo um CD-ROM com uma apresentação sobre o carro.
A Nissan começou a enviar as
peças no dia 24 de setembro, antes das contaminações por
antraz na América. "As reclamações começaram em 9 de
outubro", disse Kurt von Zumwalt, relações públicas da
Nissan.
A companhia cancelou o resto dos envios depois de receber 36
ligações e começou a entrar em contato com os consumidores e
prospects se desculpando pelo medo causado pelas malas enviadas.
A empresa ainda irá enviar correspondências para todos que já
pediram maiores informações sobre o carro, porém em envelopes
transparentes que permitam aos consumidores ver o que estão
recebendo.
Dada a situação, Von Zumwalt diz que fazer certos sacrifícios em campanhas de mala direta no momento é a coisa certa a se fazer.