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Oracle dribla a crise

Fonte: IDG NOW!

A Oracle reportou seus resultados financeiros para o segundo trimestre fiscal de 2002, encerrado em 30 de novembro. Os ganhos por ação da empresa sofreram uma leve queda no período, saindo de US$ 0,11 no segundo trimestre fiscal do ano anterior para US$ 0,10 em 2001.

Já as vendas caíram para US$ 2,4 bilhões em 2001, contra os US$ 2,7 bilhões registrados no ano passado. A receita da unidade de banco de dados baixou 10% sobre o ano anterior, chegando a US$ 1,7 bilhão. O faturamento do negócio de aplicações, que a Oracle identificou como um segmento de forte potencial, recuou 16% para US$ 653,3 milhões.

Larry Ellison, CEO da empresa, chegou a descrever esse segundo trimestre como "o período mais difícil já enfrentado pela Oracle em dez anos".

Para os executivos da companhia, as vendas recuaram porque os clientes estão adiando as compras de software em virtude da desaceleração na economia - um problema que ficou ainda mais evidente depois dos ataques terroristas do dia 11 de setembro - e não porque a Oracle está perdendo mercado para as rivais IBM e Microsoft.

Uma outra razão para a queda nas vendas, de acordo com Ellison, está associada à uma mudança na estratégia de desconto da companhia. No passado, a Oracle convencia o cliente a comprar seus aplicativos pela quantidade excessiva de descontos. Hoje, segundo ele, o time de vendas da empresa tem menos flexibilidade para fazer ofertas desse tipo.


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