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A Hora de Virar o Jogo no B2B Mundial
Fonte: Gazeta Mercantil

A expansão internacional dos negócios terá um papel estratégico nos portais B2B. O Brasil, devido ao seu potencial de mercado, pode participar de forma efetiva da definição de regras de negócio que vão reger este mercado.

O País, segundo o instituto de pesquisas norte-americano, Forrester, tem papel tímido no B2B global, mas pode virar o jogo com o funcionamento da recém criada Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico ( Câmara-e.net ).

Sem figurar no centro das decisões das regras de negócios, as empresas brasileiras terão de encarar um "custo Brasil" para se adaptar às regras globais do mercado on-line.

"Há uma série de aspectos ainda não avaliados pelas empresas", afirma o analista do Forrester.

Em um mês, a Câmara-e.net pretende elaborar um documento que vai considerar a posição dos diversos segmentos relacionados ao setor. A entidade tem 60 sócios fundadores - entre eles UOL e Bradespar - e outras 500 companhias pretendem se associar. Além da Fiesp, a Câmara-e.net tem o apoio de outras entidades tradicionais, como a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Outro tema em pauta é a questão da certificação digital. "O processo não pode complicar a operação. O padrão SET ( Secure Eletronic Transation ) existe há mais de seis anos nos Estados Unidos, porém ainda não foi assimilado pelo consumidor", afirma o diretor do portal Amelia.com, Luís Furtado.

Segundo o executivo, os portais de e-commerce têm adotado práticas que garantem a segurança do internauta nas transações on-line. "Grande parte já não armazena o número do cartão de crédito do usuário no seu equipamento. O sistema financeiro e bancário brasileiro é bem sofisticado", afirma Furtado.

Em 2004, as exportações e importações on-line poderão chegar a US$ 400 bilhões, segundo o instituto.

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