Pesquisa FGV: E-commerce no Brasil movimentou US$ 2,1 bilhões em 2001

Fonte: IDG Now!

O comércio eletrônico no Brasil apresenta claros sinais de evolução.

Esta é a conclusão da 4ª edição da pesquisa "Comércio Eletrônico no Mercado Brasileiro", realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.

De acordo com a pesquisa, o setor movimentou US$ 2,1 bilhões em 2001, sendo US$ 1,6 bilhão proveniente das transações entre empresas ( B-to-B), e os US$ 500 milhões restantes da venda para consumidores ( B-to-C).

Esses valores, de acordo com Alberto Luiz Albertini, coordenador da análise e professor da instituição, representam 1,18% das cifras movimentadas nas transações tradicionais entre empresas, e 0,35% se comparado ao comércio convencional entre empresas e consumidores.

"Estes índices podem parecer pequenos se analisados isoladamente. Considerando a evolução do setor, a tendência é de crescimento - agora mais cauteloso e buscando retornos efetivos sobre os investimentos realizados", explicou o especialista.

Para a realização da pesquisa, foram consideradas 310 empresas, sendo 48% na área de serviços, 38% na indústria e 14% do setor de comércio. O estudo mostra que essas companhias não realizaram crescimentos expressivos nos seus níveis de gastos e investimentos ligados ao e-commerce.

Em 2001, o setor da indústria dedicou 0,27% da sua receita líquida; já o de comércio, 0,49%; e a área de serviços, 1,05%.

Da mesma forma, não foram registradas grandes novidades nas aplicações mais utilizadas por essas empresas para venda online - e-mail, troca eletrônica de dados e páginas na Internet lideraram os recursos. Segurança e privacidade, relacionamento com clientes, alinhamento estratégico e adequação tecnológica foram os aspectos mais relevantes listados por essas companhias quando o assunto é e-commerce.

Considerando as transações entre empresas (B-to-B), o setor de indústria foi o que mais utilizou o comércio eletrônico no seu relacionamento com fornecedores. Os produtos mais vendidos foram materiais de escritório, suprimentos, passagens aéreas, equipamentos de informática e informação. Já com clientes, quem liderou as transações foi a área de Comércio, com serviços bancários, informações, livros, eletroeletrônicos e produtos pessoais entre os artigos mais comercializados online.

"De uma forma geral, as empresas ainda consideram as aplicações de e-commerce como novos canais de promoção e vendas - e não como uma forma efetiva de inovação de produtos e serviços", diz o relatório. E com isso, ainda estão focando somente uma parte de seus processos de negócios - os que são referentes ao relacionamento externo com o cliente e fornecedor.

O próximo passo evolutivo, de acordo com Albertini, será permear os processos internos e integrá-los com os externos de forma automática -pois atualmente o nível de integração ainda é baixo nas empresas brasileiras.